sábado, 29 de setembro de 2012

A Questão Municipal: O Voto na Cultura Política Brasileira

[José Eisenberg e Gisele Silva Araújo]

Diz-se que a cultura política brasileira tem forte caráter nacional, os cidadãos e cidadãs conferindo menor importância às eleições locais. Esta percepção talvez faça sentido, visto que durante mais da metade da história do Brasil independente – o Império e os períodos ditatoriais da República, 1930-1945 e 1964-1985 –, a maioria dos assentos político-administrativos eram decididos, ou tinham sua sustentação irradiada a partir do centro. O tema, no entanto, é controverso: muitos autores do pensamento político brasileiro identificaram, principalmente antes das medidas de integração nacional levadas à frente por Getúlio Vargas, uma solidariedade política local ancorada no pertencimento clânico ou regional, que se sobrepunha à ideia de nação.
Eleições vêm se tornando eventos regulares no Brasil desde a promulgação da Constituição de 1988: de dois em dois anos, o país escolhe os mandatários do poder nas várias instâncias da federação. Afirmar a importância da política local, entretanto, depende do quão relevantes são os pleitos municipais,  o que se subordina não apenas à continuada prática eleitoral, mas também à visibilidade do efeito das decisões e ações dos representantes eleitos. A conjuntura política nacional tem hoje muito espaço nos meios de comunicação. Terá também na sustentação de candidaturas e bases eleitorais locais? Ou será que, com a vertiginosa urbanização e formação de cidades dos últimos 70 anos, o brasileiro constrói a motivação do voto apoiado na realidade cotidiana do seu município, agora citadino e não mais sob a lógica do clã rural?
O sistema político brasileiro é frequentemente caracterizado como um presidencialismo de coalizão. A dissociação formal entre a escolha dos representantes do Executivo e do Legislativo – o eleitor está autorizado a indicar grupos distintos e até mesmo opostos para aquelas posições –, demanda que se estabeleça um entendimento entre os poderes, seja por meio de convergências ideológicas, seja através de trocas mais ou menos republicanas. Garante-se assim, antes ou depois das eleições, para efeito eleitoral ou com vistas à governabilidade, um Legislativo afinado com o Executivo. E ainda que a teoria não sublinhe, o Judiciário também está implicado na coalizão: compõe-na em maior ou menor grau, podendo interpretar o direito obstando ou não as iniciativas executivas e legislativas. Não à toa, as nomeações para o Supremo Tribunal Federal são de suma importância política.
As teses do presidencialismo de coalizão explicam a coordenação horizontal entre os três poderes – separados pela Constituição – mas não se debruçam mais detidamente sobre as relações verticais da federação, entre Municípios, Estados e União. Não tratam, destarte, do tema da produção do voto e da fabricação de candidatos desde o local, tão cotidianos num país que tem eleições a cada dois anos, nem tampouco das relações entre estes momentos e a política estadual e nacional.  Enquanto o entendimento é a lógica de construção das coalizões, o que torna atores políticos legítimos para protagonizar seu papel nestas alianças permanece obscuro. E as razões profundas do nosso presidencialismo, independentemente de sua capacidade operacional, talvez se esclareçam ali, na contínua produção do voto e na linguagem comum que se estabelece entre ele e a representação.
As eleições no Brasil de 2012 – 24 anos e seis pleitos municipais desde a Constituição de 1988 – se desenrolam em meio a estas incompreensões. Nas últimas décadas, qual foi o efeito da experiência continuada do voto, com seu calendário político intenso e eleições bianuais, sobre a cultura política brasileira? Para além do presidencialismo de coalizão – lógica determinada pelas próprias regras do jogo –, como entender a linguagem da representação que mobiliza milhões de votos e as conexões que se estabelecem entre pleitos municipais, estaduais e nacionais?
Tais questões exigem que se ponha em tela, antes de tudo, o quão efetivas são as agendas municipais. À diferença da Primeira República – cenário do coronelismo, tal como exposto por Victor Nunes Leal – a Constituição de 1988 ampliou as atribuições de prefeitos e vereadores, e reduziu o poder dos Estados. É o Município – assim lhe garantiu o constituinte – que tem autonomia e prioridade decisórias nas matérias de interesse local, em que pese a indefinição de conteúdo deste conceito. Sua importância na organização federativa brasileira atual é tamanha, que alguns juristas o entendem como um novo ente federativo, condição inédita no país e inexistente em outros lugares. É evidente, entretanto, que o Município não está sozinho em seu protagonismo na política e na administração pública: a União também tem um rol bastante significativo de atribuições, certamente mais extenso. Foram os Estados – antigos lugares-tenentes da descentralização que sustentou o coronelismo – que se tornaram os primos pobres da federação: restam a eles competências residuais que parecem tender ao esvaziamento.
Ora, se a existência de uma cultura política de acento nacional nunca foi incontroversa, menos ainda o será neste cenário de fortalecimento do Município, e de eleições regulares e contínuas.  A hipótese que se robustece, então, é a de que a linguagem da política – que estabelece a comunicação entre o representante e o eleitor – está cada vez mais próxima das questões da vida cotidiana. No Brasil – talvez mais que do que em outros lugares, pela centralidade constitucional do Município e pelo rebaixamento administrativo e econômico dos Estados –, o embrião do sistema político pode estar assentado na realidade local, à moda tocquevilleana, afastada a forte exigência da mitigação do interesse privado. Ao lado da cultura política de caráter nacional, portanto, um complexo de formas de convivência política do dia-a-dia parece encontrar passagem para o sistema político formal, irradiando desde aí as mais altas figuras da representação.
De algum modo, portanto, aquele suposto centralismo parece ter que se entender com o municipalismo: se as ações nacionais afetam toda população e pretendem repercussão pela divulgação prioritária que lhes conferem os meios de comunicação, o Município é decisivo para todos nas minúcias do cotidiano. Do alto da União descem as grandes políticas públicas, o financiamento de serviços locais essenciais (caros demais para que a base tributária dos municípios contemple), e as articulações político-eleitorais da coalizão. Cá embaixo, onde vivem todos os brasileiros, é que se experimentam assistência social, caridade, serviços de utilidade pública, disponibilização de bens urbanos, questões da rua, do bairro, da escola, do futebol, do posto de saúde, da igreja, do lazer, da juventude, do trabalho, da velhice, da violência. A dinâmica do sistema político brasileiro tem que operar, destarte, numa via vertical de mão dupla.
Compreender a linguagem da representação é um desafio para a ciência política. As eleições municipais de 2012 oferecerão o desenho das escolhas do país e, se o analista puder afastar sua infundada onipotência – que o faz entender como racionais apenas os votos que se encaixam nos seus próprios critérios de racionalidade – , elas exporão sua própria gramática, mais potente, talvez, e mais enigmática que a das coalizões centrais. Cada eleitor dirá ali quais são seus bens relevantes e nomearão seus porta-vozes mais próximos, representantes da oferta e demanda por serviços públicos, de preceitos morais e/ou religiosos, da defesa de direitos de grupos específicos, ou, simplesmente, de convicções fracas, pontuais e dispersas. O eleitor brasileiro não é indiferente à política, e a causa não é a obrigatoriedade do voto: a maioria digita números válidos, mesmo que seja sem muita fé.
As adesões que se manifestam nos pleitos municipais têm uma relevância para a compreensão da cultura política brasileira até então pouco enfatizada pela ciência política, convencida em demasia do centralismo. Afinal, embora tais adesões estabeleçam laços políticos tênues, frágeis e móveis, elas guardam enorme significação, precisamente porque articuladas à convivência social cotidiana e às demandas que daí advêm. Os eleitos, então, tornam-se mandatários e mandões a um só tempo: seu poder advém dos que ele reúne em torno de si, e, através dessa mesma clientela, ele expande sua capacidade de mando, aumentando o seu valor no arranjo institucional. As adesões múltiplas e distintas que o sustentam voluntariamente envolvem a rua, o trabalho, a igreja, o futebol, as novelas, programas laicos ou religiosos de televisão, e até mesmo o tempo curto e entediante do horário de propaganda eleitoral gratuita. Adesões que são impressionistas, emocionais e racionais, tudo ao mesmo tempo, todas com igual valor.
Assim, mais do que obedecer mecanicamente a lógica do centro, ou sucumbir inequivocamente à força do capital, o voto do cotidiano expressa a malha densa em que se tecem os aspectos mais vitais da experiência social. E, ademais, é também o voto que representa as raízes descentralizadas da democracia do país: ao criar a clientela local, dando partida ao mandonismo, ele constitui talvez o elemento hoje dominante da cultura política brasileira. Ele é certamente interpelado pelo centro e pelo dinheiro, mas também conforma, de baixo para cima, o sistema político nacional.
O mandonismo, o clientelismo e a associação com o capital são as três faces do que chamamos sistema representativo democrático-liberal, aqui e alhures. Não são, portanto, nenhuma jabuticaba brasileira. O coronel da Primeira República – o proprietário rural que, diante da decadência do seu poderio econômico, se fez representante político estadual privatizando o público em proveito de sua classe – se vai longe. Hoje, adiantada a diferenciação entre política e economia, a representação parece ser construída sem que coincida necessariamente com o poder econômico, o que não impede, bem sabido, que o público seja privatizado para benefício de alguns. A lógica desta política, no entanto, passa a exigir entendimentos mais complexos entre os mandatários-mandões, seus clientes e o capital, obrigando-os a lidar com os resultados efetivos e percebidos das decisões. Na base deste arranjo está a legitimação conferida pelo voto, impossível de ser simplesmente comprado e tampouco explicado pela suposta ignorância seletiva de uma parcela majoritária do eleitorado. Tudo isso, somado à regularidade da experiência eleitoral no Brasil e ao lugar destacado que o Município ocupa na ordem jurídico-política brasileira, sugere que a política local possui forte potencial para conformar a política dos Estados e da União. De baixo para cima, a produção do voto do cotidiano tensiona a política nacional e o presidencialismo de coalizão.
A questão municipal é a grande novidade da cena brasileira das últimas décadas. Sua compreensão talvez exija que se admita nossa vasta ignorância no assunto e que se realize uma inversão: hoje nem sociologia nem ciência política explicam o voto. É o voto que está estampando uma sociologia política ainda por se fazer.

Fonte: Revista Pittacos


Postado por:
Laís Venâncio de Melo
Meryglaucia Silva Azevedo 
 Graduandas de Licenciatura em Pedagogia - UFCG
Bolsistas do Programa de Educação Tutorial - PET

O Analfabeto Político




O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
Bertolt Brecht

Postado por:
Laís Venâncio de Melo
Meryglaucia Silva Azevedo 
 Graduandas de Licenciatura em Pedagogia - UFCG
Bolsistas do Programa de Educação Tutorial - PET

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Dia do Surdo 26 de Setembro



    

Comemoramos hoje, dia 26.09.2012, um período de luta importante para Comunidade Surda. A Federação Mundial dos Surdos já celebra o Dia do Surdo internacionalmente a cada 30 de setembro. No Brasil, o dia 26 de setembro é celebrado devido ao fato desta data lembrar a inauguração da primeira escola para Surdos no país em 1857, com o nome de Instituto Nacional de Surdos Mudos do Rio de Janeiro, atual INES- Instituto Nacional de Educação de Surdos.

     A data é um momento importante para refletirmos e lutarmos pela elaboração de políticas públicas efetivas que garantam condições melhores de vida para esses sujeitos que historicamente foram marcados pela opressão.
    Assim, temos muito que comemorar, uma vez que, avançamos significamente na inserção do Surdo no âmbito social, proporcionando que estes sujeitos participem de várias instituições, em especial, a ESCOLA. Porém, a luta deve continuar, há muito o que conquistar e uma das maiores lutas se configura pela reivindicação de Escolas Bilíngues Libras (1ª Língua)/ Português escrito (2ª Língua). Para alcançar tal objetivo, as comunidades Surdas brasileiras solicitam aos senadores do Brasil que votem pela permanência do texto do relator Angelo Vanhoni que inclui esse modelo educacional no projeto de lei n.º 8.035, de 2010 - Plano Nacional da Educação.

Se você deseja participar também dessa petição pública, assine o abaixo-assinado
"Petição Pública aos Senadores Brasileiros":

Clique aqui para assinar a PETIÇÃO PÚBLICA!

A CONQUISTA PELA LUTA CONTINUA!


PETianas apoiando a luta





Assine também a PETIÇÃO PÚBLICA


Postado por:
Laís Venâncio de Melo
Meryglaucia Silva Azevedo 
 Graduandas de Licenciatura em Pedagogia - UFCG
Bolsistas do Programa de Educação Tutorial - PET



Fonte: http://www.feneis.com.br/page/Anexos/Cartilha_Dia_Nacional_Surdos.pdf
 

SELEÇÃO:PET-PEDAGOGIA/UFCG


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Carlos Nelson Coutinho


       Carlos Nelson Coutinho, Professor de Teoria Politica na Universidade Federal do Rio de Janeiro, formado em filosofia pela Universidade Federal da Bahia, era um dos maiores especialistas na obra de Gramsci no Brasil. Além de tradutor de obras épicas, como “O Capital” de Karl Marx.
    Nessa quinta-feira 20/09, faleceu vitima de câncer. Como postulado pelos filósofos gregos, Coutinho deixa um legado da interpretação política/educacional e social das obras de Gramsci, teorias que permeiam as discussões nos cursos de licenciatura, dentre elas Pedagogia.
       Nós do PET/Pedagogia UFCG, que costumamos inserir sempre em nossos estudos obras do autor, a fim de compreender não só o legado Gramsciniano, mas a conjuntura política do nosso país, reverenciamos a profundidade do estudo do autor. 

Postado por:
Micaelle Ribeiro do Nascimento e Pâmella Tamires Avelino de Sousa
Graduandas de Licenciatura em Pedagogia - UFCG
Bolsistas do Programa de Educação Tutorial - PET



quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A Comissão de Educação do Senado aprovou nesta semana um projeto de lei que obriga as instituições públicas e privadas de ensino superior a ter mais professores com mestrado e doutorado. A proposta exige que 50% do corpo docente seja formado por mestres ou doutores. Hoje, a exigência é de um terço.


O PL 706/2007 ainda especifica que pelo menos 25% dos professores tenham título de doutor. O regime de trabalho com dedicação exclusiva também seria modificado: passaria de um terço para 40% dos docentes. O projeto já havia passado pela Comissão de Constituição de Justiça. Agora, os integrantes da Comissão de Educação do Senado têm cinco sessões para apresentar eventuais recursos e, se isso não ocorrer, o projeto vai para a Câmara dos Deputados.

De acordo com o relator, João Vicente Claudino (PTB-PI), a previsão é de que a proposta não precise ser votada no plenário. Ela deve ser analisada na Comissão de Educação pelos deputados e, se não houver modificações, seguirá para sanção presidencial. "Após a aprovação, as instituições teriam três anos para se adequarem", diz o senador.

O projeto, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, é criticado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes). "Não há doutores suficientes no Brasil. Além disso, as faculdades não precisam desse quantitativo de doutor", diz o consultor da Abmes, Celso Frauche.
 
Alto custo

Para Ana Maria Ramos, do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) em São Paulo, é importante que as instituições privadas tenham porcentuais estabelecidos. "As particulares separam o ensino da pesquisa porque os salários dos doutores custam caro", afirma.

A importância da pesquisa também é defendida pelo professor da Faculdade de Educação da USP, Ocimar Alavarse. "A pesquisa é importante. Só que existem instituições que usam o título de universidade apenas para atrair alunos."

À Agência Senado, o Ministério da Educação (MEC) informou que, se aprovado, o projeto não vai gerar impacto nas universidades públicas, já que a maioria dos professores é doutor. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo (estadão.com.br)

14 de setembro de 2012 | 8h 57
DAVI LIRA - Agência Estado

Postado por:
Kilma Wayne 
Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia - UFCG
Bolsistas do Programa de Educação Tutorial - PET

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Ruth Rocha


Ruth Rocha nasceu em 1931 na cidade de São Paulo. Filha dos cariocas Álvaro de Faria Machado, médico, e Esther de Sampaio Machado, tem quatro irmãos, Rilda, Álvaro, Eliana e Alexandre. Teve uma infância alegre e repleta de livros e gibis. O bairro de Vila Mariana, onde morava, tinha nessa época muitas chácaras por onde Ruth passava, a caminho da escola - estudava no Colégio Bandeirantes. Mais tarde, terminou o Ensino Médio no Colégio Rio Branco. 

É graduada em Sociologia e Política pela Universidade de São Paulo e pós-graduada em Orientação Educacional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Casada com Eduardo Rocha, tem uma filha, Mariana e dois netos, Miguel e Pedro. 

Durante 15 anos (de 1956 a 1972) foi orientadora educacional do Colégio Rio Branco, onde pôde conviver com os conflitos e as difíceis vivências infantis e com as mudanças do seu tempo. A liberação da mulher, as questões afetivas e de auto-estima foram sedimentando-se em sua formação.

Começou a escrever em 1967, para a revista Claudia, artigos sobre educação. Participou da criação da revista Recreio, da Editora Abril, onde teve suas primeiras histórias publicadas a partir de 1969. “Romeu e Julieta”, “Meu Amigo Ventinho”, “Catapimba e Sua Turma”, “O Dono da Bola”, “Teresinha e Gabriela” estão entre seus primeiros textos de ficção. Ainda na Abril, foi editora, redatora e diretora da Divisão de Infanto-Juvenis. 

Publicou seu primeiro livro, “Palavras Muitas Palavras”, em 1976, e desde então já teve mais de 130 títulos publicados, entre livros de ficção, didáticos, paradidáticos e um dicionário. As histórias de Ruth Rocha estão espalhadas pelo mundo, traduzidas em mais de 25 idiomas.

Monteiro Lobato foi sua grande influência. Em sua obra, essa influência se traduz pelo seu interesse nos problemas sociais e políticos, na sua tendência ao humor e nas suas posições feministas. 

Seu livro de forte conteúdo crítico, “Uma História de Rabos Presos”, foi lançado em 1989 no Congresso Nacional em Brasília, com a presença de grande número de parlamentares. Em 1988 e 1990 lançou na sede da Organização das Nações Unidas em Nova York seus livros “Declaração Universal dos Direitos Humanos” para crianças e “Azul e Lindo – Planeta Terra Nossa Casa”.

Participou durante seis anos do programa de televisão Gazeta Meio-Dia como membro fixo da mesa de debates. 

Em 1998 foi condecorada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura.

Ganhou os mais importantes prêmios brasileiros destinados à literatura infantil da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, da Câmara Brasileira do Livro, cinco Prêmios “Jabuti”, da Associação Paulista de Críticos de Arte e da Academia Brasileira de Letras, Prêmio João de Barro, da Prefeitura de Belo Horizonte, entre outros.

Seu livro mais conhecido é “Marcelo, Marmelo, Martelo”, que já vendeu mais de 1 milhão de cópias.

Em 2002 ganhou o prêmio Moinho Santista de Literatura Infantil, da Fundação Bunge. Também nesse ano foi escolhida como membro do PEN CLUB – Associação Mundial de Escritores no Rio de Janeiro. 

Atualmente é membro do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta.

Sugestão de leitura:

Fontes: 
http://www2.uol.com.br/ruthrocha/historiadaruth.htm


Postado por:
Juliana Vasconcelos de Andrade  
Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia - UFCG
Bolsistas do Programa de Educação Tutorial - PET

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Ziraldo : Um Menino Maluquinho

           Biografia de ZIRALDO


           Ziraldo Alves Pinto, nasceu no dia 24 de outubro de 1932, em Caratinga, Minas Gerais. É o mais velho de uma família de sete irmãos. Seu nome vem da combinação dos nomes de sua mãe, Zizinha com o de seu pai Geraldo: surgindo assim, Ziraldo, nome único.
Ele se muda para o Rio de Janeiro aos 16 anos. Começou sua carreira nos anos 50, em jornais e revistas de expressão, como jornal do Brasil, O Cruzeiro, Folha de Minas, entre outros. Além de pintor é cartazista, jornalista, teatrólogo, chargista, caricaturista, escritor e colecionador de piadas.
Seus trabalhos já foram traduzidos para diversos idiomas como francês, espanhol, alemão, inglês, italiano e basco, e representam o talento e o humor brasileiros no mundo. Estão até expostos em museu, além disso, ilustrou o primeiro livro brasileiro com versão integral online, em uma iniciativa pioneira.
Ziraldo tem paixão pelo desenho desde a mais tenra idade. Desenhava em todos os lugares - na calçada, nas paredes, na sala de aula. Outra de suas paixões desde a infância é a leitura, lia tudo que caia nas mãos.
Sua carreira começou na revista Era uma vez... com colaboração mensais. Em 1954 começa a trabalhar no jornal Folha de Minas com uma página de humor, e por coincidência foi esse mesmo jornal que publicou o seu primeiro desenho quando tinha apenas seis anos de idade.
Grandes acontecimentos marcaram a vida do artista no ano de 1969, ganhou o Oscar Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e o prêmio Merghantealler, prêmio máximo da imprensa livre da América Latina, patrocinado pela Associação Internacional de Imprensa, recebida em Caracas, Venezuela. Foi convidado a desenhar o cartaz anual da UNICEF, honraria concedida pela primeira vez a um artista Latino. Neste mesmo ano publicou seu primeiro livro infantil, FLICTS.
Como todo bom brasileiro, Ziraldo aprecia o carnaval, o seu primeiro livro foi enredo de Escola de Samba em Juiz de Fora, também desfilou no alto de um carro com um enorme Menino Maluquinho.
Ziraldo tem diversas passagens pela TV, e quando entrevistado tem sempre ponto de vista interessantes a defender, e uma de suas frases mais conhecidas é "Ler é mais importante do que estudar".

Algumas de suas obras mais significativas e de grande repercussão:

·        O Menino do Rio Doce
·         Prêmio Galo de Ouro - troféu desenhado por Ziraldo para o Festival Internacional da Canção - 1996
·         A supermãe
·         Flicts
·         O Aspite
·         Turma do Pererê
·         O Menino Maluquinho
·         O Bichinho da Maçã
·         A Fábula das Três Cores
·         O Joelho Juvenal
·         O Planeta Lilás
·         Uma Professora Muito Maluquinha
·         Vito Grandam
·         O Menino e seu Amigo
·         Jeremias, o Bom
·         Queremos Paz (em parceria com crianças de todo Brasil por meio do Portal Educacional)
·         O Menino Quadradinho
·         Almanaque Maluquinho - Esportes Radicais
·         Os dez amigos
·         Rolim
·         O Olho do Consumidor
·         Menina Nina"

O Menino Maluquinho 


 Era uma vez um menino maluquinho 


Ele tinha o olho maior que a barriga 




tinha fogo no rabo

tinha vento nos pés

umas pernas enormes
(que davam para abraçar o mundo)



e macaquinhos no sótão 
(embora nem soubesse o que
significava macaquinhos no sótão).

Ele era um menino impossível!

A melhor coisa do mundo
na casa do menino maluquinho
era quando ele voltava da escola
A pasta e os livros
chegavam sempre primeiro
voando na frente


Um dia no fim de ano 
o menino maluquinho 
chegou em casa com uma bomba: 
"Mamãe, tou aí com uma bomba!" 

(...)


Fontes: 
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.phpcod=4123&cat=Infantil&vinda=S
httpp://www.ziraldo.com/livros/home.htm


Postado por:
Bruna Sonaly Diniz Bernardino e Jéssica Rodriguez de Queiroz 
Graduandas do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia - UFCG
Bolsistas do Programa de Educação Tutorial - PET






Antonio Gramsci

Todo Estado é uma ditadura.