sexta-feira, 22 de março de 2013

Participação dos Grupos PET's UFCG no XII Encontro Nordestino dos Grupos PET: ideologia, legado e expansão

O XII Encontro Nordestino dos Grupos PET: ideologia, legado e expansão, realizado de 14 a 17 de março, teve como palco a capital do Ceará, Fortaleza e contou com a participação de grupos PET de todo o nordeste brasileiro, bem como dos Grupos PET’s das IES paraibanas, dentre quais: Pedagogia, Computação, Economia, Engenharia Elétrica e Engenharia Química, Letras, Educação Conexões, Antropologia, Administração e História.


Grupos PET's UFCG
O encontro discutiu diversos assuntos pertinentes à realidade dos grupos, de suas ações dentro da tríade que faz o pilar do PET – ensino, pesquisa e extensão para aprimorar a graduação, além de integrar os grupos do nordeste.
A ideologia do Programa de Educação Tutorial foi refletida e discutida, considerando suas premissas de existência no contexto da educação superior, sua contribuição na graduação, o legado deixado para a educação brasileira, bem como os impactos evidenciados com as renovações que ocorreram por meio de sua expansão.

Grupo PET/Pedagogia
O Grupo PET/Pedagogia da UFCG teve a oportunidade de participar de discussões do Encontro de PETianos; dos GTs Educação Tutorial, Graduação e Pós-Graduação e Avaliação; dos GDs Formalização do InterPET e O sistema de cotas e o PET; Encontro por área; além de apresentar dois pôsteres intitulados I SEPPEC: discutindo o público e o privado na educação brasileira e PET/Pedagogia e Seminário Temático: socialização de conhecimentos, que foram elaborados com base nas atividades desempenhadas pelo grupo.
Um fato do ENEPET que merece destaque foi a exposição durante a assembléia do vídeo de apresentação de Campina Grande, cidade palco da próxima edição do evento.
Assembleia
Apresentação de pôster
Encontro por área
Apresentação de pôster
GT Avaliação

Site do evento: http://www.enepet.com.br/evento/


Postado por:
Bruna Sonaly, Jéssica Queiroz e Kilma Wayne
Graduandas em Pedagogia e Bolsistas do Programa de Educação Tutorial - PET

quinta-feira, 14 de março de 2013

CLARICE LISPECTOR




BIOGRAFIA

Clarice Lispector nasceu na Ucrânia, na aldeia Tchetchenilk, no ano de 1925. Os Lispector emigraram da Rússia para o Brasil no ano seguinte, e Clarice nunca mais voltou à pequena aldeia. Fixaram-se em Recife, onde a escritora passou a infância. Clarice tinha 12 anos e já era órfã de mãe quando a família mudou-se para o Rio de Janeiro. Entre muitas leituras, ingressou no curso de Direito, formou-se e começou a colaborar em jornais cariocas. Casou-se com um colega de faculdade em 1943. No ano seguinte publicava sua primeira obra: “Perto do coração selvagem”. A moça de 19 anos assistiu à perplexidade nos leitores e na crítica: quem era aquela jovem que escrevia "tão diferente"? Seguindo o marido, diplomata de carreira, viveu fora do Brasil por quinze anos. Dedicava-se exclusivamente a escrever. Separada do marido e de volta ao Brasil, passou a morar no Rio de Janeiro. Em 1976 foi convidada para representar o Brasil no Congresso Mundial de Bruxaria, na Colômbia. Claro que aceitou: afinal, sempre fora mística, supersticiosa, curiosa a respeito do sobrenatural. Em novembro de 1977 soube que sofria de câncer generalizado. No mês seguinte, na véspera de seu aniversário, morria em plena atividade literária e gozando do prestígio de ser uma das mais importantes vozes da literatura brasileira.

OBRA INFANTIL DE CLARICE LISPECTOR

A literatura de Clarice Lispector para crianças, com sensibilidade quase maternal, cria um clima de aconchego e conforto, como se a cada vez que as páginas do livro fossem abertas, as crianças leitoras se sentissem como que entrando na sala de visitas da casa da autora e fossem ouvir uma história bem criativa com todo aquele ar de intimidade. Como se a história fosse contada por alguém bem próximo e bem querida: a mãe, a tia, a avó, o pai, etc. Alguém em quem a criança confiasse “sentar” ao lado para ouvir uma historinha e deixando-se levar pela narração.


Dentre outras obras de Literatura Infantil, Clarice Lispector criou “A mulher que matou os peixes”. Nesta história, a autora já começa se desculpando por ter matado os peixes. Mas foi tudo sem querer, e isso ela pode provar ao longo da narrativa, como promete logo no início. Ela só conta como tudo aconteceu ao final do livro, porque no começo e no meio conta as várias histórias dos bichinhos que teve,como gostou e tratou bem a cada um deles, inclusive aos “vermelhinhos”, que eram os dois peixinhos que morreram (de fome porque ela esqueceu de lhes dar comida).
Primeiro Clarice conta sobre uma gata que teve ainda na infância. A gata havia parido uma ninhada de gatinhos que ela não deixava que tirassem de perto da mãe deles.

Quando se desfizeram dos gatinhos, ela conta que até ficou doente de tanta saudade da gata e dos seus filhotinhos. Mas, Clarice não teve por perto só “bichos convidados” não, os bichos não convidados como as baratas e as lagartixas também moravam clandestinamente em sua casa. Por vontade mesmo, ela só teve mais dois coelhos – e até já escreveu uma história sobre ele “para gente pequena e gente grande” – dois patos, muitos pintos, dois cachorros – um chamado Dilermando no período em que morou na Itália, um outro chamado Jack e – Ufa! Finalmente os últimos – os macacos. Mas não é só um macaco, por isso imaginem mais bichinhos: um mico e uma miquinha muito suave e linda chamada Lisete! Mas a história de Lisete é muito triste, porque ela de tão caladinha e quietinha foi ficando doentinha. Vai ver ela estivesse tão quieta por ter ficado doente antes. Foi levado ao veterinário e, isso mesmo: Lisete acabou morrendo, deixando todos muito tristes.

Clarice ainda conta a história de Bruno e Max – dois cachorros um deles de Roberto, um amigo dela. Outra história triste porque Bruno mata Max, que morre ‘assassinado’ pelos outros cachorros da vizinhança. Depois de conversar – conversar mesmo, porque todas as passagens fluem de maneira muito natural, como se estivessem num diálogo - sobre bichinhos de estimação, naturais, convidados ou não-convidados, Clarice finalmente conta como matou os vermelhinhos – peixinhos vermelhinhos. E é como ela tinha dito no começo do livro mesmo: foi sem intenção, quando ela esqueceu de dar-lhes comida. Esqueceu – não de propósito – porque ela é muito ocupada, escrevendo para adultos e crianças e... termina perguntando às crianças- leitoras que prestaram atenção a toda sua história:
_ Vocês me perdoam?


OUTRAS OBRAS DE LITERATURA INFANTIL 

Mistério do Coelho Pensante, RJ, J. Álvaro, 1967.
A Vida Íntima de Laura, RJ, Sabiá, 1974.
Quase de Verdade, RJ, Rocco, 1978.



Fonte: http://www.brasilescola.com  


Postado por:
Vanessa Barbosa da Silva
Pâmella Tamires Avelino de Sousa
Graduandas de Licenciatura em Pedagogia - UFCG
Bolsistas do Programa de Educação Tutorial - PET


segunda-feira, 11 de março de 2013

Rubem Alves








Rubem Alves nasceu em 1933, em Boa Esperança, sul de Minas Gerais.
No período de 1953 a 1957 estudou Teologia no Seminário Presbiteriano  de Campinas (SP), tendo se transferido para Lavras (MG), em 1958, onde exerce as funções de pastor naquela comunidade até 1963.
Foi estudar em Nova York, em 1963, retornando ao Brasil no mês de maio de 1964 com o título de Mestre em Teologia pelo Union Theological Seminary. Denunciado pelas autoridades da Igreja Presbiteriana como subversivo, em 1968, foi perseguido pelo regime militar. Abandonou a igreja presbiteriana e retornou com a família para os Estados Unidos, fugindo das ameaças que recebia. Lá, torna-se Doutor em Filosofia (Ph.D.) pelo Princeton Theological Seminary.
Sua tese de doutoramento em teologia, “A Theology of Human Hope”, publicada em 1969 pela editora católica Corpus Books é, no seu entendimento, “um dos primeiros brotos daquilo que posteriormente recebeu o nome de Teoria da Libertação”.
De volta ao Brasil, por indicação do professor Paul Singer, conhecido economista, é contratado para dar aulas de Filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro (SP).
Em 1971, foi professor-visitante no Union Theological Seminary.
Em 1973, transferiu-se para a Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, como professor-adjunto na Faculdade de Educação.
No ano seguinte, 1974, ocupa o cargo de professor-titular de Filosofia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), na UNICAMP.
É nomeado professor-titular na Faculdade de Educação da UNICAMP e, em 1979, professor livre-docente no IFCH daquela universidade. Convidado pela "Nobel Fundation", profere conferência intitulada "The Quest for Peace".
Na Universidade Estadual de Campinas foi eleito representante dos professores titulares junto ao Conselho Universitário, no período de 1980 a 1985, Diretor da Assessoria de Relações Internacionais de 1985 a 1988 e Diretor da Assessoria Especial para Assuntos de Ensino de 1983 a 1985.
No início da década de 80 torna-se psicanalista pela Sociedade Paulista de Psicanálise.
Em 1988, foi professor-visitante na Universidade de Birmingham, Inglaterra. Posteriormente, a convite da  "Rockefeller Fundation" fez "residência" no "Bellagio Study Center", Itália.

Na literatura e a poesia encontrou a alegria que o manteve vivo nas horas más por que passou. Admirador de Adélia Prado, Guimarães Rosa, Manoel de Barros, Octávio Paz, Saramago, Nietzsche, T. S. Eliot, Camus, Santo Agostinho, Borges e Fernando Pessoa, entre outros, tornou-se autor de inúmeros livros, é colaborador em diversos jornais e revistas com crônicas de grande sucesso, em especial entre os vestibulandos. 
Afirma que é “psicanalista, embora heterodoxo”, pois nela reside o fato de que acredita que no mais profundo do inconsciente mora a beleza. 
Após se aposentar tornou-se proprietário de um restaurante na cidade de Campinas, onde deu vazão a seu amor pela cozinha. No local eram também ministrados cursos sobre cinema, pintura e literatura, além de contar com um ótimo trio com música ao vivo, sempre contando com “canjas” de alunos da Faculdade de Música da UNICAMP.
O autor é membro da Academia Campinense de Letras, professor-emérito da Unicamp e cidadão-honorário de Campinas, onde recebeu a medalha Carlos Gomes de contribuição à cultura.

Bibliografia:

Crônicas

As contas de vidro e o fio de nylon, Editora Ars Poética (São Paulo)
Navegando, Editora Ars Poética (São Paulo)
Teologia do cotidiano, Editora Olho D'Água (São Paulo)
A festa de Maria, Editora Papirus (Campinas)
Cenas da vida, Editora Papirus (Campinas)
Concerto para corpo e alma, Editora Papirus (Campinas)
E aí? - Cartas aos adolescentes e a seus pais, Editora Papirus (Campinas)
O quarto do mistério, Editora Papirus (Campinas)
O retorno eterno, Editora Papirus (Campinas)
Sobre o tempo e a eterna idade, Editora Papirus (Campinas)
Tempus fugit, Editora Paulus (São Paulo)

Livros Infantis

A menina, a gaiola e a bicicleta, Editora Cia das Letrinhas (SP)
A boneca de pano, Edições Loyola (SP)
A loja de brinquedos, Edições Loyola (SP)
A menina e a pantera negra, Edições Loyola (SP)
A menina e o pássaro encantado, Edições Loyola (SP)
A pipa e a flor, Edições Loyola (SP)
A porquinha de rabo esticadinho, Edições Loyola (SP)
A toupeira que queria ver o cometa, Edições Loyola (SP)
Estórias de bichos, Edições Loyola (SP)
Lagartixas e dinossauros, Edições Loyola (SP)
O escorpião e a rã, Edições Loyola (SP)
O flautista mágico, Edições Loyola (SP)
O gambá que não sabia sorrir, Edições Loyola (SP)
O gato que gostava de cenouras, Edições Loyola (SP)
O país dos dedos gordos, Edições Loyola (SP)
A árvore e a aranha, Edições Paulus (SP)
A libélula e a tartaruga, Edições Paulus (SP)
A montanha encantada dos gansos selvagens, Edições Paulus (SP)
A operação de Lili, Edições Paulus (SP)
A planície e o abismo, Edições Paulus (SP)
A selva e o mar, Edições Paulus (SP)
A volta do pássaro encantado, Edições Paulus (SP)
Como nasceu a alegria, Edições Paulus (SP)
O medo da sementinha, Edições Paulus (SP)
Os Morangos, Edições Paulus (SP)
O passarinho engaiolado, Editora Papirus (Campinas)
Vuelve, Pájaro Encantado, Sansueta Ediciones SA (Madrid, España)

Filosofia da Ciência e da Educação

A alegria de ensinar, Editora Ars Poética (SP)
Conversas com quem gosta de ensinar, Editora Ars Poética (SP)
Estórias de quem gosta de ensinar, Editora Ars Poética (SP)
Filosofia da Ciência, Editora Ars Poética (SP)
Entre a ciência e a sapiência, Edições Loyola (SP)

Filosofia da Religião

O enigma da religião (Campinas, Papirus)
L' enigma della religione (Roma, Borla)
O que é religião? (S. Paulo, Brasiliense)
What is religion? (Maryknoll, Orbis)
Was ist religion? (Zurich, Pendo)
Protestantismo e Repressão (S. Paulo, Ática)
Protestantism and Repression (Maryknoll, Orbis)
Dogmatismo e Tolerância (S. Paulo, Paulinas)
O suspiro dos oprimidos (S. Paulo, Paulinas)

Biografias

Gandhi: A Magia dos gestos poéticos (S. Paulo/Campinas, Olho D'Água/Speculum)

Teologia

A Theology of Human Hope (Washington, Corpus Books)
Christianisme, opium ou liberation? (Paris, Éditions du Cerf)
Teologia della speranza umana (Brescia, Queriniana)
Da Esperança (Campinas, Papirus)
Tomorrow's child (New York, Harper & Row)
Hijos del manana (Salamanca, Siguime)
Il figlio dei Domani (Brescia, Queriniana)
Teologia como juego (Buenos Aires, Tierra Nueva)
Variações sobre a vida e a morte (São Paulo, Paulinas)
Creio na ressurreição do corpo (Rio de Janeiro, CEDI)
Ich glaube an die Auferstehung des Leibes (Dusseldorf, Patmos VERLAG)
I believe in the resurrection of the body (Philadelphia, Fortress Press)
Je crois en la résurrection du corps (Paris, Éditions du Cerf)
Poesia, Profecia, Magia (Rio de Janeiro, CEDI)
Der Wind blühet wo er will (Dusseldorf, Patmos)
Pai nosso (Rio de Janeiro, CEDI)
Vater Unser (Dusseldorf, Patmos)
The Poet, the Warrior, the Prophet (London, SCM Press)
Parole da Mangiari (The Poet, the Warrior, the Prophet), Edizioni Qiqajon Comunitá  di Bose (Itália)

Vídeos

O Símbolo
Visões do Paraíso (realizado para apresentação na ECO -92)
Conversando com quem gosta de ensinar


Fonte: http://www.releituras.com/rubemalves_bio.asp




Postado por:
Pâmella Tamires Avelino de Sousa
Vanessa Barbosa Silva
Graduandas de Licenciatura em Pedagogia - UFCG
Bolsistas do Programa de Educação Tutorial - PET




segunda-feira, 4 de março de 2013

Segundo estudiosos, a aprovação do PNE está emperrada há dois anos por disputa de interesses


 
Há mais de dois anos no Congresso, o projeto de lei que valida o PNE 2011-2020 (Plano Nacional da Educação) segue sem aprovação. Para especialistas em educação, o impasse na aprovação das 20 metas do novo PNE é fruto de uma disputa de interesses de grupos políticos e econômicos que envolve o Executivo e o Legislativo e da falta de compreensão dos parlamentares sobre a prioridade que deve ser dada à educação pública.

Para Roberto Romano, professor de ética e filosofia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), o Congresso é influenciado por grupos poderosos que travam o debate. "O lobby das empresas de ensino privado no Congresso é muito forte. Eles certamente não têm interesse em que se aprove um aumento substancial dos investimentos em educação pública", afirma.

Meta 20 - Financiamento: Ampliar o investimento público em educação de forma a atingir, no mínimo, o equivalente a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) ao final do decênio Antonio Cruz/ABr

"No fundo, o que nós temos é a velha dicotomia entre os que defendem o incentivo ao ensino privado e os que defendem o fortalecimento da educação pública. Isso vem desde a década de 1960, com os militares, que expandiram o ensino público sem garantir que ele tivesse as condições de manter os níveis de excelência que possuía. Não podemos continuar incentivando esse processo", acrescenta.
A meta 20, que define o volume e o destino final dos recursos públicos investidos em educação, representa o maior entrave para a aprovação do PNE no momento.  Após a Câmara dos Deputados aprovar a meta de investimento equivalente a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) até o fim da década, o texto seguiu para o Senado, onde ganhou a relatoria do senador José Pimentel (PT-CE).
Pimentel defende que no cálculo dos 10% do PIB também sejam incluídos os gastos públicos indiretos, o que inclui bolsas de estudo do Prouni (Programa Universidade Para Todos) e o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), que beneficiam a rede particular de ensino superior, além de outros convênios com a iniciativa privada. Pimentel considera necessário contemplar parcerias, como as que existem com o Sistema S, por exemplo.

Salto de qualidade

 

Os críticos da medida alegam que isso, na prática, reduziria o percentual de comprometimento em relação ao PIB para algo em torno de 8,5%, mesmo com o reforço dos ganhos com a exploração do petróleo na camada pré-sal. Hoje, o país investe em educação o equivalente a 5,3% do PIB.
 
"Não será possível dar um salto de qualidade na educação sem o investimento de 10% do PIB a partir da próxima década. Esse é o percentual mínimo, segundo cálculos da maioria dos pesquisadores, para garantir que todas as outras metas sejam cumpridas", garante Nelson Cardoso Amaral, professor da UFG (Universidade Federal de Goiás).
Amaral alerta para a "oportunidade histórica" de elevar os investimentos no setor, levando em conta as transformações demográficas que o país enfrentará nas próximas décadas. "A partir de 2030, a população brasileira deixará de crescer, por conta da baixa taxa de natalidade. Se não investirmos o suficiente em educação agora, teremos uma população envelhecida e deseducada", prevê.
O pesquisador cita como exemplo os casos da Coreia do Sul e do Japão, que nas décadas de 1960 e 1970 elevaram o investimento público e revolucionaram seus sistemas de educação.
"O que o governo e os parlamentares precisam ter em mente, é que, no futuro, esse nível de investimento pode e deve ser reduzido, para algo em torno de 6% do PIB, que é a taxa média praticada nos países desenvolvidos". Isso será possível porque cairá o número brasileiros em idade educacional; hoje são 82,5 milhões e passariam a ser 65,4 milhões em 2030.

O atraso

 

As discussões sobre o novo PNE se intensificaram no fim de 2010, quando o governo enviou o PL 8.035 ao Congresso para substituir o plano anterior, que vigorou entre 2001 e 2010 e não cumpriu a maior parte das metas. 
 "O PNE anterior praticamente não existiu, porque o presidente Fernando Henrique Cardoso vetou a vinculação de 7% do PIB e isso prejudicou completamente sua aplicação", relembra Amaral. "Sem uma meta objetiva de investimentos, qualquer plano está fadado ao fracasso".
Desde 2010, o projeto tem tido uma tramitação lenta e conturbada no Congresso, o que deixa o país, na prática, sem um programa de metas para orientar as ações de Estados, municípios e do governo federal.
"A falta de um plano de metas em vigor desestabiliza e enfraquece as ações do poder público na área da educação. As coisas continuam acontecendo, mas sem a coordenação e a unidade garantida por uma base legal", avalia Carmenísia Jacobina Aires, professora da faculdade de educação da UnB (Universidade de Brasília).
Para a professora, que participou de audiências públicas na Câmara para debater o plano, o atraso na votação revela a "falta de prioridade" dos parlamentares em relação à educação.
A expectativa do senador José Pimentel é que o Senado conclua a votação do PNE em junho. Se houver alterações de mérito, a proposta terá de voltar à Câmara. Com isso é pouco provável que o novo PNE seja aprovado antes do fim do segundo semestre.


Texto de William Maia
Publicado no site UOL, em São Paulo 04/03/2013


Fonte: http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/03/04/para-especialistas-disputa-de-interesses-emperra-aprovacao-do-novo-pne.htm
 


Postado por: Jéssica Rodrigues de Queiroz
Graduanda de Licenciatura em Pedagogia - UFCG 
 Bolsista do Programa de Educação Tutorial - PET

PALESTRA "Memorial de formação: para que e como fazê-lo"










A Unidade Acadêmica de Educação (UAEd) do Curso de Pedagogia, realizará o SEMINÁRIO QUESTÕES CONTEMPORÂNEAS EM EDUCAÇÃO IV, nos dias de 06 e 07 de março de 2013.














PROGRAMAÇÃO DO SEMINÁRIO:



Data: 06 de março de 2013

Palestra: Memorial de formação: para que e como fazê-lo

Profa Fátima Carrilho(IFESP/RN) e Profa Maria José( Instituto de Formação de Professores Presidente Kennedy-RN).

Coordenação: Profa Fátima Alves

Horário: 18:30h às 21:00h.

Local: Auditório do Centro de Extensão José Farias da Nóbrega



Data: 07 de março de 2013

Palestra: Memorial de formação: para que e como fazê-lo

Profa Fátima Carrilho e (IFESP/RN) Profa Maria José( Instituto de Formação de Professores Presidente Kennedy-RN)

Coordenação: Prof Jânio Luduvic

Horário: 7: 30h às 12:00h.

Local: Auditório do Centro de Extensão José Farias da Nóbrega



Postado por: Jéssica Rodrigues de Queiroz
Graduanda de Licenciatura em Pedagogia - UFCG 
 Bolsista do Programa de Educação Tutorial - PET 

sexta-feira, 1 de março de 2013

O COLAPSO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA (Raimundo Soares)




O filho chega para a mãe todo contente e com um sorriso tão grande que contamina até a vizinha que olhava pela janela. Entrega um papel  importante e sua mãe ainda com extrema dificuldade de leitura procura lê-lo da melhor forma possível que aprendeu ainda quando menina (soletrando). A – PRO – VA – DO. – Valei-me Deus! Diz a mãe toda intrigada. – Esse minino cabra da pesti fartou 189 vezis na iscola, tirô novi zerus  duranti u anu todo, teve novi paçagi na sala da diretora e ainda diz que passô?
O menino esperto que é e conhecedor das leis educacionais, olha  para a mãe e faz sua defesa esplendorosa: – Aê mãe! Os tempos mudaram, a onda agora é diferente. Eu nem preciso estudar pra passar. Tem um tal de sistema que toma conta de tudo e faz a vida uma maravilha. Veja só, o meu amigo Chiquinho  já chegou arrasando  na escola. Ele está  com 14 anos e parou no quinto ano, esse tal de sistema  mandou ele direto pro nono ano, nem se quer precisou fazer prova, isso é radical.  Dizem que é uma tal de enturmação.
A mãe sussurra baixinho: – Vixi Maria! Esse mundo tá doidiu mermo. Tá iguá arguns políticus: roba roba e cuntinua seno santo.
Parece engraçado e esquisito, mas é simplesmente uma realidade nua e crua da nossa tão sonhada educação. Como pai, me recuso a acreditar  que a educação brasileira  vai bem. Não é verdade. Muito obrigado. Saber que no papel  a proposta  do ciclo de formação humana é um sonho tão almejado me deixa feliz, mas ao  me deparar com o que vemos e ouvimos em nossas escolas, me entristece.
Não é a toa que no último IDEB tivemos uma queda surpreendente entre os alunos do ensino médio. São reflexos do ensino fundamental, é apenas uma amostra de como anda  nosso ensino. Se no ensino fundamental não existe reprovação  e expulsão, logo todos são aprovados. Que me perdoem os bons e entendidos da área: ISSO É UMA TREMENDA FARSA.
Como queremos que nossos alunos sejam? Será isso realmente um preparo para a vida, para o mercado de trabalho? O que vejo todo dia são professores fazendo das tripas  coração, o impossível para que seus alunos tenham o desejo de aprender e os pais em grande maioria perguntando: Como meu filho  passou se nem ao menos sabe  ler e escrever direito? (não que eu seja contra a formação humana)  mas em parte, eles estão certos.
Se todos passarem, seremos um estado inteiramente alfabetizado. Outra grande farsa. Como educadores precisamos ir muito mais além. Como superar desafios de aprendizagem se nos faltam suportes e estruturas  necessárias capazes de amenizar pelo menos um pouco dos nossos problemas? O professor é multi. Multiplicado por dez. Dez problemas, dez soluções, dezPREZADO, porque não tem o valor que lhe é dado por direito conquistado em longos anos de preparo e estudo.
Uma escola que nem ao menos tem uma biblioteca, uma sala de  superação, uma sala de recursos, que vive no descaso e improviso e faz jus ao povo brasileiro que sempre dá um jeitinho para cada coisa. Enquanto isso, no PARAÍSO, deitam e rolam no nosso dinheiro pago com  suor tirado do  nosso próprio corpo.
Quisera eu e muitos outros pais que a educação brasileira fosse tão admirada quanto o futebol e que tivesse tanto investimento quanto um estádio ou até mesmo a sua festa de inauguração. Para um país que se encontra em sexto lugar como potência mundial é lamentável saber que possuímos a 88ª posição em educação. Isso é contraditório (fonte 2012).
As orientações curriculares  dizem que nas escolas organizadas por Ciclos de Formação Humana, as responsabilidades são compartilhadas, nesse sentido, todos os profissionais da escola devem compreender a necessidade/importância de assegurar a permanência do educando na escola e seu avanço nos estudos, neste sentido, ouso perguntar: Será mesmo que estão dando tanta importância à essa educação? O que fazer então para solucionar tais dificuldades?
Que nossos alunos queiram ser lapidados e transformados e que procurem exercer a sua cidadania de tal forma a alcançar o alvo desejado, uma educação comprometida com seu direito de ser e viver. Que todos os pais levem a sério o estudo dos seus filhos e  que prezem pela qualidade do aprendizado e que interajam na vida do mesmo, que tornem a escola um pedaço de seu lar e que se disponham a ajudar quando lhe pedem auxílio.
Que nossos  professores, comprometidos e capacitados carreguem na alma o desejo de aprender e ensinar, que se aperfeiçoem a cada dia com o tradicional e o tecnológico. Que continuem manejando a arma do conhecimento usando toda  sua sabedoria para as práticas do bem comum, que despertem  no aluno o interesse e o desejo pelo estudo e pela pesquisa científica. Queremos também uma gestão  que tenha visão, que pense no futuro, que desenvolva um trabalho cooperativo, que invista no que é necessário, que sonhe alto, que pense na qualidade, que seja ativa e participativa e que se torne presente no contexto da vida de cada aluno.
E, por fim, queremos um GOVERNO que faça valer o verdadeiro sentido e significado da palavra educação. Que zele pelas escolas dando-lhes condições e infraestrutura suficientes para  que as  ações pedagógicas  sejam menos utópicas e mais reais, menos teóricas e mais práticas. No País onde o esporte vale um milhão e a educação um sabugo… tá na hora de revermos esse conceito.

O autor deste texto, Raimundo Soares de Andrade é pai e educador  que pensa que a educação é uma coisa muito séria para ser levada na brincadeira – prrsoares@hotmail.com

Fonte: http://www.atribunamt.com.br/?p=118229


Postado por Elizângela de França e Jéssica Rodrigues
Graduandas de Licenciatura em Pedagogia - UFCG 
Bolsistas do Programa de Educação Tutorial - PET

Antonio Gramsci

Todo Estado é uma ditadura.